Entre os dias 7 e 10 de abril, representantes do Sindicato dos Portuários de Paranaguá, o presidente Rodrigo dos Santos Vanhoni e a vice-presidente Dâmia, participaram do 4º Congresso Nacional da CNTTL (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística), realizado na sede da CONTAG, em Brasília.
Antes do início oficial do Congresso, os dirigentes participaram de reuniões na Federação, debatendo o conteúdo do documento que “vazou” nas últimas semanas — supostamente o relatório final da Comissão do PL 733, que trata de temas diretamente ligados à categoria portuária. No encontro estiveram presentes os presidentes Zé Adilson (FNE) e Mário Teixeira (FENCONVIB), para discutir a posição conjunta das entidades diante da situação.
Durante os quatro dias de congresso, foram debatidos temas centrais da pauta dos trabalhadores em transportes, como o fim da escala 6×1, a criação de um Projeto Nacional de Transporte Coletivo Gratuito, além das demandas específicas de cada modal.
O evento contou com ampla presença de lideranças sindicais, deputados estaduais, representantes do governo federal e do deputado federal Arlindo Chinaglia. Também foi confirmada a reeleição de Paulo Estausia como presidente da CNTTL.
Paralelamente às atividades do congresso, os representantes sindicais de Paranaguá aproveitaram a estadia na capital federal para definir a estratégia de reação ao documento vazado, que divergia do acordo firmado entre as federações — em especial no que se refere à Guarda Portuária. Foi deliberado o envio de um ofício conjunto ao relator do projeto, exigindo que o texto final respeite os termos pactuados.
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Segundo Rodrigo, a situação da Guarda Portuária em Paranaguá é ainda mais crítica, uma vez que o setor caminha para a extinção, o que reforça a necessidade de mobilização nacional. A Federação comprometeu-se a intervir nesse tema diretamente.
As reuniões paralelas ao congresso também contaram com a presença da CONGEPORT, representada pelo guarda Israel (Bahia), que apresentou informações sobre a tramitação da PEC da Segurança, atualmente no Senado. A proposta já passou pela Câmara dos Deputados sem análise de emendas — entre elas, a que incluía a Guarda Portuária —, e agora a mobilização busca reverter essa exclusão na nova etapa de tramitação.