Trabalhadores portuários se reúnem em Brasília para debater futuro da atividade; Paranaguá marcou presença.

O encontro contou com a presença dos presidentes das federações: Mário Teixeira (FENCCOVIB), José Adilson Pereira (FNE) e Sérgio Giannetto (FNP), além de vários outros dirigentes de sindicatos portuários do Brasil.

Foto: Divulgação

Representantes de sindicatos de trabalhadores portuários de todo o Brasil se reuniram em Brasília, na semana passada (20 e 21), para a Plenária Nacional conjunta das três federações de trabalhadores portuários: Federação Nacional dos Conferentes e Consertadores de Carga e Descarga, Vigias Portuários, Trabalhadores de Bloco, Arrumadores e Amarradores de Navios, nas Atividades Portuárias (FENCCOVIB), Federação Nacional dos Estivadores (FNE) e Federação Nacional dos Portuários (FNP). O foco da reunião foi discutir e atualizar os dirigentes acerca da Ação Direta de Inconstitucionalidade 7591, bem como da Comissão de Juristas que visa modificar a legislação portuária. A proposta de alteração foca particularmente na relação entre capital e trabalho, e pode impactar significativamente a exclusividade profissional dos Trabalhadores Portuários Avulsos (TPAs).

Paranaguá teve forte presença no evento, com a participação do secretário municipal de Trabalho, Emprego e Assuntos Sindicais, Everson Leite de Farias; do presidente do Sindicato dos Conferentes de Carga e Descarga nos Portos do Estado do Paraná (CONFEPAR), José Eduardo Antunes, que também é diretor da FENCCOBIB; do presidente do Sindicato dos Vigias Portuários, Marcos Ventura Alves; do presidente do Sindicato dos Trabalhadores Empregados na Administração e nos Serviços de Capatazia dos Portos, Terminais Privativos e Retroportuários no Estado do Paraná (SINTRAPORT), Rodrigo Vanhoni; e do delegado representante do Sindicato dos Estivadores de Paranaguá e Pontal do Paraná (SINDESTIVA) junto à FNE, Rogério Alves dos Santos.

A participação de Paranaguá nesse debate demonstra a importância que damos à defesa dos direitos dos trabalhadores portuários. É essencial que as reivindicações da categoria sejam ouvidas e que o futuro da atividade portuária no país seja discutido com a participação de todos os envolvidos“, afirmou Everson Leite de Farias ao JB Litoral.

O encontro contou também com a presença dos presidentes das federações: Mário Teixeira (FENCCOVIB), José Adilson Pereira (FNE) e Sérgio Giannetto (FNP). Eles se reuniram com os ministros Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos) e Alexandre Padilha (Relações Institucionais) para discutir as propostas da Comissão de Juristas que visam modificar a Lei dos Portos (Lei 12.815/2013). Durante a reunião, foram abordadas questões importantes para consolidar o apoio do Governo Federal à preservação dos direitos dos trabalhadores portuários e ao fortalecimento do porto público. Os representantes das federações aproveitaram a oportunidade para destacar a importância de manter a exclusividade dos trabalhadores avulsos e garantir o pleno exercício da autoridade portuária, incluindo a fiscalização da operação da guarda portuária.

Preocupação com a automação e a exclusividade dos TPAs

A plenária debateu a crescente automação nos portos, que coloca em risco o futuro dos trabalhadores portuários. “É fundamental que os trabalhadores portuários estejam unidos neste momento decisivo para o futuro de nossa profissão. A automação e as mudanças na legislação representam riscos significativos para nossos empregos, e precisamos proteger nossos direitos. A robotização é vista como uma ameaça direta ao emprego, com o potencial de causar um desemprego estrutural, ou seja, a perda definitiva de oportunidades de trabalho para a categoria”, explica José Eduardo Antunes.

Outro ponto relevante da discussão foi a defesa da exclusividade profissional dos trabalhadores portuários avulsos e a manutenção da autoridade portuária pública. Segundo Antunes, os trabalhadores temem que mudanças na legislação portuária, atualmente em discussão por uma Comissão de Juristas, possam retirar direitos conquistados, incluindo a exclusividade profissional dos TPAs.

Para enfrentar os desafios da automação e da possível mudança na legislação, a plenária criou dois grupos de trabalho: um para discutir a automação nos portos e outro para acompanhar e analisar as propostas de alteração.

Greve e mobilização

A plenária decidiu manter o estado de greve já comunicado à Federação Nacional das Operações Portuárias (FENOP) e definiu um calendário de mobilização com paralisações progressivas, iniciando com uma de 12 horas, que pode ser ampliada para 18 ou 24 horas. Nova paralisação poderá ocorrer após avaliação das federações e depende de fato novo.

 

Fonte: https://jblitoral.com.br/portos/trabalhadores-portuarios-se-reunem-em-brasilia-para-debater-futuro-da-atividade-paranagua-marcou-presenca/

SINTRAPORT participa do 1º Congresso do Trabalhador Portuário e debate Questões Cruciais para a Categoria

Líderes sindicais de Paranaguá estiveram presentes em Santos e discutiram temas como treinamento portuário e a polêmica questão da exclusividade versus prioridade.

No último dia 15 de agosto, uma delegação de Paranaguá marcou presença no histórico 1º Congresso do Trabalhador Portuário, realizado no Porto de Santos. O evento reuniu diversos atores do setor portuário para debater temas de grande relevância para a categoria, como treinamento portuário e a complexa questão da exclusividade versus prioridade.

Representando o SINTRAPORT, esteve presente o presidente Rodrigo Vanhoni, acompanhado de Marcos Ventura, presidente do Sindicato dos Vigias, e José Antunes, presidente do sindicato dos Conferentes. A participação dos líderes sindicais de Paranaguá foi fundamental para levar as demandas e preocupações da categoria à discussão nacional.

Durante os painéis, os participantes tiveram a oportunidade de aprofundar seus conhecimentos sobre as melhores práticas em treinamento portuário e debater as implicações da discussão sobre exclusividade versus prioridade. Essa última questão, em especial, tem gerado grande expectativa e preocupação na categoria, uma vez que uma comissão de juristas está analisando a matéria e há a possibilidade de um resultado desfavorável para os trabalhadores.

A participação no Congresso demonstra o compromisso do SINTRAPORT em buscar soluções para os desafios enfrentados pela categoria e em fortalecer a representação dos trabalhadores portuários. Ao participar de eventos como este, o sindicato contribui para a construção de uma união com outros sindicatos.

Agosto Lilás: Ministério das Mulheres lança campanha pelo Feminicídio Zero

Ação faz parte da mobilização nacional pelo enfrentamento à violência contra mulheres e marca aniversário de 18 anos da Lei Maria da Penha.

Perceber uma situação de violência contra a mulher, enfrentá-la e interrompê-la para que não chegue a um feminicídio, ato de violência extrema baseada em gênero. Essa é a mensagem principal da campanha “Feminicídio Zero – Nenhuma violência contra a mulher deve ser tolerada”, lançada neste 7 de agosto pelo Ministério das Mulheres em parceria com a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

A data marca o aniversário de 18 anos da Lei Maria da Penha no mês dedicado à conscientização para o fim da violência contra a mulher, o “Agosto Lilás”. Na noite desta quarta-feira, uma projeção no Congresso Nacional traz frases da campanha e divulga o Ligue 180 – Central de Atendimento à Mulher – como canal para busca de ajuda, informações e também registro de denúncias.

As peças envolvem materiais digitais para redes sociais, um filme de 30 segundos e três filmes de 15 segundos, além de materiais gráficos como adesivo, folder e cartaz.

Uma mobilização digital envolverá influenciadores como atrizes, atletas, ministros e parlamentares publicando vídeos nas redes sociais sobre o tema da violência contra a mulher e em apoio ao #FeminicidioZero. Demais ministérios do governo federal e órgãos públicos também irão aderir à campanha com ações em seus perfis nas redes sociais.

O filme traz três diferentes situações de violência contra mulheres e passa a mensagem de que ela pode começar silenciosa e quando as pessoas se manifestam, acolhem as mulheres, buscam informações ou fazem uma denúncia, mesmo quando a violência não é física, podem evitar um feminicídio.

Articulação nacional

A campanha faz parte de uma mobilização nacional permanente do Ministério das Mulheres, envolvendo diversos setores do país no compromisso de pôr fim à violência contra as mulheres, em especial aos feminicídios, a partir de diversas frentes de atuação (comunicação ampla e popular, implementação de políticas públicas, engajamento de atores diversos).

Um evento no mês de agosto em Brasília marcará a assinatura de um Manifesto pelo Feminicídio Zero, em que cada parceiro(a) se compromete a atuar de acordo com suas possibilidades de recursos, estrutura e público-alvo.

Feminicídio Zero no futebol

O registro de boletins de ocorrência de ameaça contra mulheres aumenta 23,7% em dias em que um dos times da cidade joga e o de registros de lesão corporal sobe 25,9% quando a partida acontece na própria cidade, aponta pesquisa realizada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública em parceria com o Instituto Avon em 2022.

A Articulação Nacional pelo Feminicídio Zero prevê ações em dias de jogos de futebol, mirando o diálogo principalmente com os homens. Entre as ações articuladas ao longo do mês de agosto estão faixas em campo, o uso de braçadeiras pelos jogadores e vídeos durante partida de futebol, a serem executadas em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, com apoio da CBF (Confederação Brasileira de Futebol).

Dados de feminicídio no Brasil

Segundo o 18º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, 1.467 mulheres morreram vítimas de feminicídio em 2023 – o maior registro desde a sanção da lei que tipifica o crime, em 2015. As agressões decorrentes de violência doméstica tiveram aumento de 9,8%, e totalizaram 258.941 casos.

Houve alta também nas tentativas de feminicídio (7,2%, chegando a 2.797 vítimas) e nas tentativas de homicídio contra mulheres (8.372 casos no total, alta de 9,2%), além de registros de ameaças (16,5%), perseguição/stalking (34,5%), violência psicológica (33,8%) e estupro (6,5%).

O Brasil também registrou um estupro a cada seis minutos no ano passado. Foram 83.988 vítimas e uma taxa de 41,4 por 100 mil mulheres, havendo um crescimento anual de 6,5%. Outros crimes com taxas em alta são importunação sexual (48,7%), assédio sexual (28,5%) e divulgação de cena de estupro/sexo/pornografia (47,8%).

Agosto Lilás

O mês de conscientização pelo fim da violência contra as mulheres tem como objetivo dar visibilidade ao tema e ampliar a divulgação sobre os direitos das mulheres em situação de violência, além dos serviços especializados para acolhimento, orientação e denúncia.

Fonte: https://www.gov.br/mulheres/pt-br/central-de-conteudos/noticias/2024/agosto/agosto-lilas-ministerio-das-mulheres-lanca-campanha-pelo-feminicidio-zero

 

Resultados do Sorteio de Brindes do Sindicato – 01/07

Ontem, dia 1º de julho, realizamos um emocionante sorteio de brindes durante uma transmissão ao vivo pelo nosso canal do YouTube. Vale lembrar que participaram desse sorteio todos os funcionários que não se opuseram ao desconto da reversão salarial.

Agradecemos a todos os participantes que acompanharam a live e nos ajudaram a tornar este evento um sucesso.

No total, sorteamos 30 copos personalizados que mantêm a bebida gelada e uma tábua de churrasco personalizada. Para quem quiser assistir ou rever o sorteio, o vídeo está disponível no link: [YouTube – Sorteio de Brindes](https://www.youtube.com/watch?v=odqnmz6eHxw&t=550s).

Segue abaixo a lista dos ganhadores:

– ALDRIN SANDRO DOS SANTOS (substituído por MARCUS VICENTE LANZA DE ALMEIDA)
– ANGELICA MOSCARDI DO CARMO
– ANTONIO CARLOS DE OLIVEIRA
– ARABEL LOPES
– ARNALDO DE OLIVEIRA ANDRADE FILHO
– CLAUCIO MARQUES
– DANIEL DE OLIVEIRA BOZI
– DAYANNA BONAFINI
– ELIAS RODRIGUES DOS SANTOS
– ELIZABETH LABORNE CHIARADIA
– FERNANDO DA SILVA CAPETA
– FERNANDO RUSSO
– FERNANDO SOUZA PEREIRA
– GABRIEL DALFOVO
– GILBERTO JULIAO GUIMARAES
– HUMBERTO LUIZ PECINI
– JUAREZ LINO PEREIRA
– LOURISVALDO OLIVEIRA DA SILVA
– MARCIO ROBERTO SANTIAGO MARTINI
– MARCOS AURELIO ANDRADE
– MARIO FERREIRA LOPES NETTO
– MONZAR SCREMIM
– NELSON LOPES DE SOUZA
– NILSON VIANA
– PAULA WERNER LINHARES (ganhadora da tábua de churrasco)
– PAULO HENRIQUE BENTO LOPES
– REINALDO VERSON DA SILVA FILHO
– RUBENS BORGES DA CRUZ
– VANDERLEI DOS SANTOS NERI
– VICTOR HUGO FARIAS DO NASCIMENTO
– WALTER RICHTER NETO

Queremos parabenizar todos os ganhadores e agradecer novamente a todos os participantes. Fiquem atentos para mais eventos e sorteios futuros. Continuem acompanhando nossas redes sociais e o site do sindicato para mais novidades.

Quais são os direitos de quem trabalha nos finais de semana?

Boa parte dos trabalhadores brasileiros sob o regime da CLT têm sua jornada de trabalho de segunda a sexta ou sábado. Contudo, alguns setores não podem parar, com trabalhadores cumprindo expediente aos sábados, domingos e até mesmo feriados. É o caso de muitas instituições beneficentes, religiosas e filantrópicas onde atuam nossos representados. Por isso, preparamos este conteúdo para tirar suas dúvidas.

Caso a instituição opte ou precise funcionar aos finais de semana, é necessário seguir algumas regras. A principal delas é criar um sistema de escalonamento para que o empregado tenha direito a uma folga semanal.

A Reforma Trabalhista aprovada através da MP 1.045/2021 permitiu a negociação entre empregado e empregador no que se refere ao trabalho aos finais de semana e feriados, como por exemplo:

O empregado tem direito a compensar o trabalho no fim de semana em outro dia;
O empregado pode receber dobrado nos dias em que trabalhar em feriados e domingos. O valor dobrado pode ser em dinheiro ou não, dependendo do acordo firmado com o empregador, podendo ser pago inclusive em banco de horas.
A empresa pode estabelecer a regra de trabalho aos finais de semana no momento em que contrata o empregado, com os seguintes parâmetros:

  • Só é possível trabalhar nos domingos duas vezes no mês;
  • Ter pelo menos 1 domingo de folga todo mês, sem contar as 24 horas de folga obrigatória 1 vez na semana;
  • O trabalhador não pode se recusar a trabalhar no domingo;
  • Deve haver uma escala de revezamento organizada de acordo com as normas da legislação atual.

Se o empregador desrespeitar estas normas, o empregado poderá se recusar a trabalhar aos domingos e feriados, podendo, caso sofra alguma penalização, reclamar junto à Justiça do Trabalho.

Se for demitido por justa causa por ter faltado ao trabalho nestas datas, o empregado poderá ingressar com ação trabalhista. Mas é bom estar sempre atento às convenções e acordos coletivos, pois estes têm forte impacto na relação de emprego.

*Com informações do Jornal Contábil.

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